days like these...
... just because sometimes we can´t stand the words inside our soul...
04 Maio 2012
sem som
escrevo pouco. não tem sobrado palavras. procuro o caminho para o ponto de silêncio em mim, para o meu ponto mudo. melodia sem letra. pura música. silenciosa tranquilidade.
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marcia szajnbok
04 Abril 2012
cala!
passou a vida reclamando, criticando, julgando e condenando. dia após dia, sempre a mesma cantilena. até que numa manhã de sol, a voz se irritou: já não podia mais com tanta casmurrice! foi-se embora, simplesmente. achou melhor viver sem corpo, mesmo que condenada a ecoar eternamente. desde então, a boca muda só produz caretas. mas para elas, o mundo pode dar as costas. bendita voz que emudece gargantas inúteis!
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marcia szajnbok
01 Abril 2012
sem
há os silêncios pacíficos, aqueles instantes de repouso da mente, nuvens de sossego que fazem ritmar a existência. e há os outros. os silêncios que são abismo onde nem eco habita. é uma pena, mas há silêncios que são o oposto da ponte, o avesso do próximo, o inverso do com.
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marcia szajnbok
28 Março 2012
proustiana
tarde assim, paulistanamente nublada, pouco úmida. luz esbranquiçada invadindo a janela e os meus olhos, fotofóbicos. manta nos pés, chá preto na xícara de porcelana. em vinil, beatles na vitrola acompanhando lições. toda a casa cheirava bem, rescendia comida boa, pãezinhos. e pelas costas da minha adolescência, os passos de minha mãe, quase inaudíveis.
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marcia szajnbok
01 Março 2012
gente é muito bom
o dia é lindo! tudo reflete, colorido, entre azuis, amarelos, verdes. há tantas pessoas no mundo... gosto delas. gosto de vê-las, singulares, cada qual com sua história. gosto de ouvi-las, cada louco com sua mania. dias de sol combinam com gente. brilham.
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marcia szajnbok
16 Fevereiro 2012
nonsense
continuo perplexa diante do nonsense da vida. fico triste em ver quebrados, um a um, os ideais. mas insisto em me manter atenta. vão-se os anéis, fica o toque. e desesperança não move moinhos.
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marcia szajnbok
18 Janeiro 2012
quem sabe?
eles, que tanto sabem, de onde tiram todas as certezas? quanto mais me indago, mais me aproximo desse ponto móvel, que transita entre a pele e a alma, que é a entrada secreta para o imenso vazio dos silêncios e das dúvidas.
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marcia szajnbok
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